Durante os processos de fabricação e beneficiamento do vidro, é comum que ocorram defeitos em algumas chapas, que podem ser ocasionados pelo uso de equipamentos inadequados, manuseio incorreto por parte dos operadores, ou pelo próprio processo ao qual o vidro foi submetido.
Um dos problemas mais comuns é o empenamento do vidro temperado, que pode acontecer em decorrência do choque térmico ao qual ele é submetido para adquirir suas propriedades de resistência e segurança.
O que é o empenamento do vidro?
O empenamento é um tipo de distorção que ocorre na peça, em forma de curva. Essa distorção pode ser total – quando se estende ao longo de toda a superfície do vidro, deixando-o levemente curvo – ou localizada, quando ocorre em partes pequenas (mais comum nas extremidades e bordas do produto).
Essa distorção pode atingir diferentes graus, e ocorre ainda durante a têmpera: para o vidro comum se tornar temperado, é preciso aquecê-lo em um forno que eleva a temperatura do material em cerca de 600 ºC. Depois disso, ele é resfriado bruscamente por sopradores de ar, o que faz com que a estrutura molecular do vidro se altere, adquirindo as propriedades buscadas no vidro temperado. O empenamento pode ocorrer justamente por esse choque térmico, que altera a planicidade do material em alguns casos.
Leia: Entenda como é feito o processo de Têmpera de vidros
Tolerância para o empenamento do vidro
Como é muito comum que ocorra um baixo nível de empenamento, a norma técnica NBR 14698 — Vidro temperado especifica e determina um nível de tolerância para a curvatura do vidro.
No caso do empenamento total, a peça pode ter até 3 mm de distorção por metro linear. Já no caso da distorção localizada, o limite é menor, com até 0,5 mm de curvatura.
Quais problemas o empenamento do vidro pode causar?
É imprescindível seguir todas as recomendações descritas na norma técnica, pois um nível de curvatura muito alto interfere não só no fator estético do produto, mas também em sua instalação: se a deformidade for maior que os limites estabelecidos pela NBR 14698, isso irá atrapalhar diretamente na aplicação do vidro no local e pode levar ele à quebra imediata ou à quebra depois de instalado, situação que gera prejuízo financeiro e pode comprometer gravemente a segurança do profissional e dos usuários.
Como evitar o empenamento do vidro?
Para diminuir a incidência de empenamentos com graus elevados, é importante que os profissionais sempre optem por fornos de qualidade, que façam a troca da temperatura de maneira controlada.
É essencial que os profissionais responsáveis por operar os fornos de têmpera e pelo manuseio do vidro sejam qualificados e tenham conhecimento desse tipo de situação, assim as chances de acontecer qualquer erro ao longo do processo diminuem drasticamente, o que ajuda a evitar o desperdício de material.
A qualidade das peças utilizadas durante a manutenção desses equipamentos também impacta diretamente no desempenho deles; por isso, sempre opte por fabricantes e distribuidores que trabalham com os melhores materiais e produtos.
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